Sameiro Araújo: “Assumimos a responsabilidade de sermos vistos como um exemplo ao nível de politicas de juventude”

Conseguir mexer com uma cidade inteira é algo delicado. Minucioso. Tem que ser feito em silencio. Do género de não fazer barulho.Começar por celebrar a cidade que temos. Sempre. Em primeiro lugar. Depois chegam as ideias. As mãos . A vontade e a perseverança. Os aplausos pela coragem. Pensando bem, é essa a imagem que me ocorre quando penso que Braga é a Capital Ibero Americana da Juventude 2016. Braga pode resultar em tanto. A força e a vontade são inteiras. Para serem servidas inteiras.

 

Em concreto, o que implica para Braga ser Capital Ibero Americana da Juventude?

Acima de tudo, implica assumir a responsabilidade de sermos vistos como um exemplo ao nível de politicas de juventude. E ser um exemplo é sem duvida uma grande responsabilidade, à qual eu tenho a certeza que os jovens bracarenses vão saber responder da melhor forma. É também uma oportunidade para dar a conhecer a cidade de Braga a todo o espaço ibero americano e ao mesmo tempo trazer um pouco mais da cultura, sobretudo, sul-americana a todos os bracarenses.

Que trunfo jogou Braga para conquistar esta oportunidade?

O trunfo foi algo que foi surgindo muito naturalmente, fruto de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas associações juvenis da cidade e pelo próprio município. O trunfo é sermos actualmente uma cidade com uma dinâmica juvenil exemplar, que procura envolver os jovens nas suas dinâmicas das mais diversas formas. Também inovação que a cidade procura todos os dias nas políticas de juventude foi essencial na atribuição deste título que muito nos honra. No fundo jogou o trunfo da sua própria juventude.

 

Conseguir o título de Capital Ibero Americana da Juventude é também um agradecimento aos que tem trabalhado em prol da juventude em Braga?

Sem dúvida. A todos os que de uma forma ou de outra têm contribuído ao longo dos tempos para o crescimento do associativismo juvenil. Aos jovens que fazem parte das estruturas juvenis de todo âmbito, passando pelos dirigentes destas associações, bem como ao próprio Município. É uma distinção que muito nos honra e sobretudo responsabiliza.

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Presumo que este acontecimento seja o mote para a promoção de um ano artisticamente e desportivamente inovador. O que podem os bracarenses esperar em termos de agenda deste grande evento?

Podem esperar sem dúvida eventos inovadores, principalmente por que assumem um carácter diferente do habitual, desde logo porque vão procurar dar a conhecer outras culturas e novas formas de fazer politica de juventude. O programa assenta em duas vertentes fundamentais: a primeira vertente divide-se em quatro eixos temáticos, sendo eles “Juventude com Voz”, “Economia do Futuro”, “Dialogo Intercultural” e “Novas Politicas para um Juventude Global”, que pretendem reforçar os laços de Braga com o espaço Ibero-americano. Por outro lado, a segunda vertente, consiste em iniciativas que anualmente se realizam em Braga e que este ano estarão inseridas na programação da Capital Ibero-americana da Juventude, dirigindo a sua temática para esta vertente Ibero-americana.

 

Qual o maior desafio para quem organiza um evento com esta importância?

O maior desafio é estar à altura do titulo atribuído. O Município quer muito dar o impulso que o titulo merece, e vai dar o seu melhor para estar à altura do mesmo, contando para isso com todos os jovens da cidade, que têm demonstrado uma vontade enorme de participar e demonstrar o seu valor. O grande desafio que esta organização OIJ nos lançou, foi tornar esta Capital mais visível e impactante do que as anteriores. No fundo, que esta Capital possa ser um exemplo e uma referencia para as seguintes. Este é verdadeiramente o maior desafio que se pode colocar a uma organização deste tipo.

Em termos de recursos (humanos, logísticos, financeiros) há alguma lacuna que precise ser colmatada para fazer frente a este desafio?

Este titulo não tem um envelope financeiro associado daí este ser logo um dos maiores desafios. No entanto, o município trabalha todos os dias para encontrar parceiros para colmatar esta dificuldade. Continua a haver uma falta de espaços dedicados à juventude, nomeadamente para a concretização de actividades das associações juvenis. É nossa convicção que poderemos resolver esta lacuna com a reabilitação da Pousada da Juventude e transformação do edifício existente num verdadeiro Centro integrado de Juventude.

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