A avó da Guida

Não poderia faltar uma ‘ode’ ao Outono. A época, de transformação e das cores quentes. A sua luz só por si só, é um cântico poético cheio de esperança. Quando chega, chega nostálgico e com uma vontade de nos fazer sentir os seus sabores, que há tanto tempo não se manifestavam no ser.

A avó da Guida é um ícone do Outono. A castanheira de Braga, como é comummente conhecida, tem um rosto que não nos deixa indiferente. Transporta em si uma doçura no olhar e uma simpatia transbordante. É caracterizada pelo seu altruísmo, pela partilha do seu amor aos seus e pela sua força de guerreira. É uma delícia, tanto as suas castanhas como a senhora Felisbela, o nome da avó. Eu sei que a Guida é orgulhosa do seu sangue e que também é um pouco como a sua segunda mãe.

O despir das árvores e os sons das folhas renovam o dia- a dia numa introspeção profunda, do que será o ano que se avizinha. Os seus frutos alimentam qualquer alma. A despedida do Verão nunca será um momento triste, nem que não seja, quando passarmos pelo coração da cidade neste equinócio, e contemplarmos uma matriarca como é esta avó.


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