Tiago Casanova apresenta “Pearl” no Museu Da Imagem

Não se sabe o sentimento que os primeiros homens tiveram ao avistarem esta ilha perdida no Oceano Atlântico…
O que é certo é que encontraram uma paisagem deslumbrante, luxuriante… Montanhas a cair a pique sobre o mar, vales recolhidos entre altas serranias, densa, muito densa, vegetação, árvores e mais árvores entrelaçadas umas nas outras, algumas nunca antes vistas…
Conhecida como a “Pérola do Atlântico”, a Ilha da Madeira, de onde Tiago Casanova é natural ,levou-o a querer explorar todos os recantos deste também chamado “jardim flutuante”. Caminhou por todos os lugares da sua ilha com a sensibilidade de um olhar ainda puro. Entre dois gigantes, a Natureza e Construção, Tiago conseguiu sempre mostrar a parceria perfeita.
A exposição está patente no Museu da Imagem até dia 14 de Setembro e teve o apoio da Câmara Municipal de Braga e da Galeria das Salgadeiras .

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“Vou a caminho de casa, a ilha da Madeira, e sinto um nervoso miudinho como se de um sítio desconhecido se tratasse. Vou conhecer uma Madeira nova, ou pelo menos com um olhar que irá encontrar locais novos, diferentes e transformados. O avião começa a descer. A Madeira está lá em baixo. De longe percebemos a sensação dos Descobridores ao avistarem pela primeira vez esta ilha, e percebemos de onde vem o seu nome. Uma intensa vegetação tropical enche e cobre a ilha de verde, mas não posso deixar de reparar nos vários aglomerados urbanos, nas casas dispersas, nas estradas e ainda em algumas construções megalómanas. O construído confronta o natural de um modo dual. Grandes cicatrizes são abertas, mas a consumação do acto torna os elementos construídos parte de uma nova paisagem, que nos provoca tanto descrença como fascínio e é tão feia como bela.” (Diário de Viagem – 09-11-2011)


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