Theatro Circo recebe a “originalidade genuína” de Rufus Wainwright

Há tanto, tanto tempo que o piano vive dentro de Rufus Wainwright. Parece fácil esta envolvência entre o homem e o seu porto de abrigo. O seu chão que o entende como seguro. De si. Um dos vocalistas, compositor e letrista mais aclamados da sua geração chega a Braga com uma vontade imensa de se perder em tudo o que o piano tem para oferecer. Quer, no Theatro Circo, transformar a inspiração em forma de esperança ou tristeza. Não importa, desde que dali nasça algo bonito. Único e inesquecível. À audição e à alma. Para os mais distraídos “Hallelujah” é apenas a ponta visível dum iceberg que vale a pena descobrir, um talento imenso que emerge de forma original e surpreendente.

Com oito álbuns de estúdio e três álbuns ao vivo, o artista nascido em Nova Iorque soma colaborações com nomes tão sonantes como Elton John, David Byrne, Boy George, Joni Mitchell e Pet Shop Boys.

Ouvir este génio é fácil. É assim, porque é bom, porque é simples, porque tem uma luz tão própria. Uma vontade de respirar fundo em cima de um palco, numa sala que nos faz expirar de orgulho. Amanhã, 31 de Maio poderemos sentir de perto tudo o que sempre sentimos à distância de um continente. Cada nota. Cada toque. Cada expressão. As coisas boas que Rufus Wainwright nos traz. Ficará a gostar ainda mais dele. Por tudo. Por tanto. Por uma paixão que todos os dias o preenche. E que a cada trabalho nos arrebata.

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