“Sina Social Cigana” : O livro que faltava

Cada vez mais, num mundo que é redondo e que foi criado para todos a xenofobia e o racismo parecem viver dentro da mente de muita gente. Em Braga, as frases feitas e a palmada nas costas deixaram de ser credíveis depois de actos de racismo. A indiferença está acima da moralidade. Essa, trancaram-na numa caixa .

Podemos nós fazer  a pergunta proibida sobre se os ciganos querem integrar-se? E toda a gente sabe a resposta a esta pergunta. Não. Ao nível pré-político, cada um faz o que quer. Porém, ao nível político e moral ninguém pode legitimar esta marginalização cultural. As pessoas não são animais, a etnia cigana não pode ficar presa dentro da caixa juntamente com a moralidade falsa de muitos de nós.

 

livro lucioManuel Carlos Silva, do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.Nova_UMinho), nota que “o Estado e os municípios refugiam-se no argumento jurídico de tratar todos por igual, seja qual for a etnia, mas isso conduz a uma certa inação política sobre as minorias étnicas e a realidade”. A sua obra, o livro “Sina Social Cigana – História, Comunidades, Representações e Instituições”, que é apresentado esta terça-feira, às 21h30, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, foca ao longo das 300 páginas o quotidiano de famílias e grupos ciganos do distrito de Braga, nomeadamente na habitação em acampamentos e bairros sociais, na família e na escola, em particular nos níveis de escolaridade, nos modos de vida, no trabalho e nos rendimentos, nas relações de vizinhança, nos conflitos intra e interétnicos, nas representações sociais, nos rituais e nas crenças. Aborda igualmente contextos históricos de perseguição, estigmatização e racismo, seja flagrante ou subtil, institucional ou informal.

 


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