“Sílvia”: Uma crise canino-existencial

Nunca a expressão “osso duro de roer” esteve tão presente…Sílvia é uma cadela que consegue transformar a vida de um casal normal num verdadeiro triângulo amoroso. Não pode, nem é vergonha nenhuma admitir que hoje em dia os animais são e devem ser tratados como membros da família, e Gonçalo, consegue na perfeição mostrar esse amor e respeito pela cadela que um dia adoptou num parque.

 Catarina, vê assim a sua vida entrar numa nova fase e não aceita este escape que o marido encontra num ser de quatro patas ,declarando guerra à sua verdadeira inimiga e rival, peluda é verdade , mas um alvo a abater.

Ao ler estas linhas perguntar-se-à se é possível fazer uma peça de teatro com mais de 90 minutos à volta de um cão, ao qual nós lhe responde-mos que sim! Além das gargalhadas e da surpresa de vermos uma mulher agir como uma verdadeira cadela, temos o verdadeiro cerne da questão, a crise conjugal que até lá estava escondida numa vida de rotina e sem animação,à qual Sílvia além de fazer transbordar tudo o que estava escondido, desde incerteza, medos e inseguranças, consegue também oferecer o que os animais tem de melhor ….

Com a participação de Heitor Lourenço, Manuela Couto, Paulo Pires e Gabriela Barros, “Sílvia” é uma comédia baseada na obra, com o mesmo nome, escrita pelo norte-americano A. R. Gurney em 1990. Uma história divertida e apaixonante que põe o casamento à prova com amigos à mistura.


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