Visita guiada ao Semibreve 2016

O Festival SEMIBREVE está de volta solidificando a sua presença no roteiro internacional de festivais de música electrónica. A sexta edição do certame traz muitas e boas novidades que fomos conhecer pela voz do seu programador, Luís Fernandes, que aqui nos conduz numa visita guiada ao que de melhor podemos ver e ouvir este ano:

 

“Nesta altura já é sabido que os passes gerais do Semibreve se encontram esgotados. Assente nesta premissa, e em resposta ao desafio lançado pela Badio Magazine, decidi destacar os concertos da sala principal do Theatro Circo, ponto central do festival e única para a qual ainda é possível garantir bilhetes. Aqui ficam os incentivos:

KARA-LIS COVERDALE + MFO (28 outubro)

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A Kara-Lis Coverdale é uma das mais entusiasmantes compositoras norte-americanas da atualidade. Estreia-se em Portugal acompanhada do alemão Marcel Weber, conhecido como MFO, na componente visual. Por certo, daqui por uns anos, diremos com orgulho que a acolhemos em Braga.

 

 

 

 

KAITLYN AURELIA SMITH (28 outubro)

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Na senda de pioneiras como Pauline Oliveros, Eliane Radigue ou Suzanne Ciani está Kaitlyn Aurelia Smith, norte-americana mestre na arte de converter volts em magia sonora. Cada vez mais um fenómeno global, Kaitlyn fará a sua estreia em Portugal acompanhada do seu lendário Buchla Music Easel.

 

 

 

RASHAD BECKER & MORITZ VON OSWALD (29 outubro)

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No dia 29 o lendário Moritz Von Oswald explorará, com a ajuda de Rashad Becker, o universo do piano, transportando-o para outras dimensões. Mais uma estreia em Portugal.

 

 

 

TYONDAI BRAXTON (29 outubro)

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É possível que conheçam Tyondai Braxton como filho de Anthony Braxton, lenda do jazz, ou como fundador dos Battles, banda que entretanto abandonou. Mas Tyondai Braxton é também um ponta de lança no que toca ao cruzamento de música contemporânea, orquestral e electrónica. Compôs para o Kronos Quartet, Bang on a Can, Allarm will Sound, as suas peças foram interpretadas pela London Sinfonietta, Filarmónica de Los Angeles e BBC Symphony Orchestra e colaborou com Philip Glass. E, adivinhem, é mais uma estreia em Portugal.

 

 

PAUL JEBANASAM & TARIK BARRI (30 outubro)

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Acerca de Continuum, obra que Paul Jebanasam e Tarik Barri apresentarão no semibreve (mais uma estreia em Portugal, já agora), uma pessoa de confiança partilhou comigo que não resistiu a verter umas lágrimas dada a beleza e intensidade presenciada. Neste espetáculo a música de Paul Jebanasam junta-se aos visuais criados em tempo real através de um software especialmente desenvolvido para o efeito por Tarik Barri. Barri é responsável pela componente visual dos concertos de Thom Yorke e Atoms for Peace e realizou videos para os Radiohead.

 

OLIVER COATES (30 outubro)

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Provavelmente nunca ouviram falar de Oliver Coates, violoncelista solista da London Contemporary Orchestra. Contudo posso assegurar que já o ouviram. Seja nas bandas sonoras dos filmes de Paul Thomas Anderson, nas canções dos Radiohead e Frank Ocean ou na electrónica de Massive Attack e Actress. No semibreve estrear-se-á no nosso país e apresentará uma muito esperada mistura entre violoncelo e electrónica, ilustrada pelos mundos virtuais do galardoado artista visual Lawrence Lek.

Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, depois de apresentada mais uma edição dos Encontros da Imagem, de se aproximar o Festival para Gente Sentada, assim como mais uma edição da Braga Barroca, o Semibreve vem comprovar que a Cidade “vive uma ‘rentrée’ cultural de luxo, que demonstra o eclectismo existente em Braga, a vitalidade das nossas instituições e a diversidade e ambição das muitas iniciativas que não são apenas referências para Braga, mas sim para o País e até mesmo a nível internacional”.

Durante a apresentação do Semibreve, que decorreu no Theatro Circo, o Autarca referiu que este festival “é um extraordinário exemplo da enorme qualidade e arrojo das iniciativas que Braga desenvolve”, sendo mesmo “um desafio ao encontro de um percurso cultural alternativo, que potencia o interesse dos Bracarenses para algo fora do que é considerado como tradicional”.

semibrevePara Ricardo Rio, são iniciativas como o Semibreve que reforçam a candidatura de Braga a cidade criativa da UNESCO no campo das Media Arts. “Não é por acaso escolhemos as Media Arts para esta candidatura. Esta é uma área onde os desafios à criatividade e à inovação dos Municípios são mais exigentes, mas é também a forma de enaltecer a ligação entre as múltiplas dimensões de uma Braga cultural, com a dimensão económica de uma Braga tecnológica com base no seu tecido empresarial”, sublinhou.

vantzouA ligação a Braga e aos Bracarenses está bem patente nesta edição do Semibreve que vai contemplar a Cidade com um espectáculo – aberto ao público – de música contemporânea protagonizado pela norte-americana Christina Vantzou. O concerto terá lugar na Capela Imaculada do Seminário Menor na tarde de Sábado, dia 29.

O Semibreve, cujos passes gerais já se encontram esgotados, restando apenas alguns bilhetes diários para as salas individuais, é organizado pela AUAUFEIOMAU com o apoio do Município de Braga e da Fundação Bracara Augusta, e afirma-se como um evento incontornável no panorama da música electrónica nacional e internacional, proporcionando espectáculos de alguns dos artistas mais relevantes da actualidade no domínio da música electrónica e contribui para a divulgação de produção científica no campo das artes digitais produzida por instituições de referência, tais como a Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade Católica, Fundação Bienal de Cerveira e Digitópia/Casa da Música.


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