SEMIBREVE consolida Braga como capital da electrónica

No quinto ano da sua existência, o festival SEMIBREVE voltou a afirmar-se como um dos mais importantes e originais festivais que é possível assistir em Portugal. Aproveitando a forte ligação da cidade de Braga às novas tecnologias e desenvolvimento de software, o festival surgiu para fazer a ponte entre a tecnologia e a arte e, foi, a cada ano, crescendo e solidificando a sua notariedade junto da imprensa internacional e do público.semibreve 2015 theatro circo

Durante o último fim de semana, o SEMIBREVE registou uma das maiores afluências de sempre, com uma audiência diversificada em nacionalidades e faixa etária, o que prova que, seja para os amantes do género, seja para quem vem em busca duma experiência sensorial diferente dos festivais tradicionais, o certame chega cada vez mais longe.

No rescaldo do SEMIBREVE, falamos com Luís Fernandes, programador do festival:

Que balanço é possível fazer desta edição do SEMIBREVE? No que toca a números, há mudanças significativas em relação a anos anteriores?

As expectativas foram largamente superadas. O balanço é óptimo, seja a nível artístico, seja de afluência de público, este foi o maior SEMIBREVE de sempre, algo que também se confirmou pelo número de meios de comunicação creditados e pela exposição mediática. Nas duas salas onde decorreu o festival atingimos em 3 dias as 3400 pessoas, o que é um aumento significativo em relação aos anos anteriores. Houve um pequeno percalço a que fomos alheios, que foi o cancelamento do concerto do Tim Hecker, mas que na globalidade do festival, acabou por não ser prejudicial.

Isso é sinal que a divulgação do festival foi eficaz e que o nome SEMIBREVE chega cada vez mais longe…

Sim, sentimos isso… Foi notório para quem circulou por Braga durante este fim de semana que as ruas estavam povoadas por estrangeiros e isso é muito positivo para a cidade.

seibreve 2015Que impressões foi possível recolher dos artistas que passaram pelo festival e pela cidade pela primeira vez?

O SEMIBREVE tem uma particularidade interessante…nós andamos sempre muito próximos dos artistas e esse é um dos segredos do festival. Sentimos que eles gostam imenso da cidade, muitos ficaram surpreendidos pelo facto duma cidade pequena como Braga ter duas salas com a qualidade do Theatro Circo e do GNRation. É para nós muito gratificante verificar que eles saem de cá com muita vontade de regressar.

A popularidade crescente do evento pode descaracterizá-lo no futuro? Existe uma tentação de elevar a fasquia para o ano?

Acho que não. Penso que chegamos a um ponto em que temos uma noção mais clara de por onde é que podemos crescer. Não queremos transformar o festival em algo muito grande, no que respeita a espectáculos os locais onde decorrem. Há formas do festival se tornar maior, sobretudo na relação deste com a população da cidade. Como foi visível existe uma grande afluência de público estrangeiro…

Falando precisamente nisso, foi possível ver nestes 3 dias que vieram muitos seguidores do género electrónico (e que conhecem os artistas), mas sobretudo muita gente que vem pela vontade de descobrir e ter uma experiência diferente… 

Exactamente. Vem muita gente que nem é habitualmente consumidora deste tipo de música mas procuram-nos porque já vieram em edições anteriores, gostaram e sabem que nesta altura do ano podem ser novamente surpreendidos por uma experiência singular e que, em Portugal, só pode ser vivida em Braga.

O desafio é sempre surpreender?

Sim, embora o todo este processe assente sobretudo num princípio de qualidade. Muitas pessoas podem não ter essa noção, pois não estamos a falar de artistas que não são mediáticos de um ponto de vista mainstream, mas alguns deles são de topo mundial nesta área.

Embora a electrónica seja um nicho, muitos dos artistas presentes são os melhores na sua área. Já foste surpreendido com alguma exigência especial  de algum mais excêntrico?

Neste tipo de músicos não acontece muitas vezes haver pedidos extravagantes…lembro-me no ano passado um artista ter-me pedido uma foto do Axel Rose para colocar no seu camarim (risos)

Sabendo que ainda é cedo, mas que SEMIBREVE podemos esperar no próximo ano? Será uma evolução na continuidade ou poderá haver surpresas?

Em termos de formato, será similar pois não queremos estragar o que de melhor tem o festival. No que toca ao programa, a preparação já comecou antes deste SEMIBREVE arrancar, pois é sempre preciso fazê-lo com muita antecedência. Há um facto curioso: nós nunca repetimos um artista em 5 anos de existência, o que revela uma preocupação em mostrar conteúdos novos, o que certamente acontecerá no próximo ano.

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