Semibreve: Braga na vanguarda da música electrónica

A peregrinação começa a 9 de Outubro. Durante 4 dias, Braga será a Meca da música electrónica de vanguarda, recebendo artistas de todo o mundo que transformarão a cidade num palco privilegiado para os amantes deste estilo musical.  A popularidade e experiência das três edições anteriores são um trunfo importante que se soma ao naipe de artistas já confirmados para Outubro.

Apesar de constituir uma vertente alternativa aos circuitos mais comerciais, desengane-se quem espera artistas geek a operar notebooks, debitando samples de modo robotizado. Aqui a experiência sensorial é completa, com som e imagem a fundirem-se numa performance estimulante para o espectador. A edição deste ano conta com algumas novidades. Fomos saber mais com Luís Fernandes, um dos responsáveis pela organização:

O que se pode esperar este ano? Quais são as novidades ou principais atractivos do festival?

Este ano o festival continua a aumentar a sua abrangência e passa a ocupar mais um espaço, o GNRATION. O GNRATION será parceiro do festival, co-organizando a primeira club-night SEMIBREVE e uma exposição composta por trabalhos provenientes da Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade Católica Portuguesa. Haverá também, pela primeira vez, um concurso internacional para residências artísticas no âmbito das artes digitais, promovida pelo festival em parceria com o Engage Lab da Universidade do Minho e a Fundação Bracara Augusta/GNRATION.

Já na 4ª edição, o Semibreve já conquistou o seu lugar e a credibilidade acumulada fez com que já integrasse um circuito internacional do género. O que foi preciso para chegar até aqui?

Há uma série de factores que levaram a que este estatuto fosse atingido. É um festival que apresenta um programa artístico de nível mundial, que é preparado com antecipação e que trabalha a sua comunicação nacional e internacional de uma forma séria e profissional.

Demdike Stare

O Theatro Circo é um espaço mítico na cidade, normalmente vocacionado para concertos mais “tradicionais”. Como analisam esta fusão entre o vanguardismo da electrónica e o classicismo do Theatro Circo?

É, indubitavelmente, uma da armas do festival. A dicotomia entre a música vanguardista e a imponência e solenidade do Theatro Circo potencia claramente a experiência. Para além disso o Theatro Circo é uma estrutura com condições técnicas invejáveis, suportadas por uma equipa de trabalho competente e séria.

Quais as principais dificuldades na organização dum evento deste tipo?

O facto da estrutura organizativa não trabalhar para o festival a tempo inteiro leva a que sacrifícios pessoais sejam feitos para que o festival aconteça e para que tudo corra da melhor forma. Em todo o caso temos tido a felicidade de ter repetidamente o apoio das estruturas municipais e do Theatro Circo, sem as quais não seria possível realizar o festival.

Ryoichi_Kurokawa_g

O alcance e popularidade do Semibreve cresce todos os anos… Até onde poderá ir o Festival (ou gostariam que fosse)?

Sentimos que temos em mãos um festival único, com capacidade para atrair público e imprensa de todo o mundo, como tem acontecido desde a sua primeira edição. Para Braga sair da mediocridade e caminhar para o nível de oferta cultural de uma cidade de nível europeu tem de se apoiar em eventos com conteúdos de qualidade e construídos com know-how, como acreditamos que é o caso do SEMIBREVE. Gostávamos que o festival continuasse a crescer, de forma a chegar a cada vez mais gente e a integrar a comunidade local na sua actividade, e ao mesmo tempo que servisse de exemplo para a criação de novos eventos de qualidade na cidade e região.

 

Seja para os fãs incondicionais do género seja para os espectadores que queiram uma experiência sensorial diferente de tudo que já tiveram, o Semibreve promete dar conta do recado.

Mais informações sobre o Festival aqui e aqui.


2 Comments

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.