“Robot”: Quando as máquinas celebram o corpo


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Questão: O que mais se alterou nas nossas vidas nas últimas décadas? Quem foi o maior responsável pelo modo como trabalhamos, divertimos, comunicamos ou nos mantemos informados sobre o mundo que nos rodeia? Nem a economia, nem a política, nem a cultura, nem qualquer outro factor nos mudou tanto…. como a tecnologia. Ela é a eterna sombra dos nossos dias, preenchendo todos os espaços da nossa vida: Smartphones, tablets, portáteis, televisões inteligentes, redes sem fios, sistemas de vigilância e domótica, terminais de pagamento, máquinas digitais, robots, cartões de crédito, apps, códigos de barras e RFID, GPS, redes sociais, discos duros, equipamentos de monitorização e diagnóstico médico, avatars, websites, intranets…. a lista é infindável.  Robots. Blanca LiA tecnologia e as máquinas rodeiam-nos e perseguem-nos para todo o lado. Concebidas para nos substituir ou auxiliar, as máquinas acabam por subverter a função que lhes deu origem e tornam-se não criados, mas donos do nosso tempo. Do nascimento até à morte, a tecnologia está omnipresente nas nossas existências, numa relação de interdependência que tornou o homem escravo da sua própria criação.

blanca li-robotBlanca Li sempre foi fascinada por esta relação entre homens e máquinas. Habituada a pisar o palco e a coreografar bailarinos há mais de 20 anos, a talentosa bailarina espanhola que trabalhou com nomes como  Jean Paul Gaultier, Daft Punk, Blur, Almodovar e Paul McCartney resolveu, desta vez, juntar homens e máquinas no mesmo palco.

O robot NAO (que aqui ao lado abraça Blanca Li) é um pequeno humanoide artificial de 58 cm produzido por uma empresa francesa. Foi concebido para agradar, divertir, ouvir e interagir com humanos. Dotado de duas cameras, quatro microfones direccionais, dois processadores, múltiplos sensores de toque e pressão e sintetizador de voz, o pequeno robot tem 25 “articulações” que lhe permitem imitar os movimentos humanos e protagonizar uma coreografia inédita onde 5 robots e 8 bailarinos dançam ao som de máquinas musicais numa simbiose que nada ficaria a dever a grandes clássicos da ficção científica.

Visualmente impactante e inovador, Robot deslumbra os sentidos mas tem, subliminarmente, uma reflexão a fazer: a dependência tecnológica a que a humanidade chegou, espelho paradoxal da sua evolução.

No espectáculo há referências a obras célebres como Metropolis, Wall-E, Matrix e Terminator, e, também aqui, homem e máquina são colocados em confronto. Mas muito mais que uma simples coreografia entre os bailarinos e os pequenos NAO’s, Blanca Li consegue fundir as figuras cibernéticas e humanas num poesia visual soberba, onde a tecnologia,o hip hop, a dança contemporânea e as suas raízes flamencas se entrelaçam e deslumbram numa performance tão bela como inesperada.

Palco principal do Theatro Circo | 26 Junho | 21.30 | M16 | 15€/ 7.5€ (Quadrilátero)


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