Revista Cultural Bracara Augusta: Um símbolo cultural e histórico

O mês que traz o frio não passa despercebido. As cores da cidade vão mudando. As árvores vão ficando despidas para mais tarde receber umas nova roupagem. O mês que traz o frio, traz também o Inverno. O céu que escurece mais cedo. O mês que traz o frio não passa despercebido. Coisas bonitas acontecem na cidade de Braga. Coisas certas. Dezembro será sempre o dia de S. Geraldo, e neste dia do padroeiro da cidade, o Município de Braga apresentou o volume v, que se divide por dois tomos.

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Na cerimónia, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, referiu que a publicação “constitui um valioso instrumento da promoção da história local, sendo mesmo um esteio da reflexão e investigação do património e da história de Braga e da Região”.

Lídia Dias lembrou igualmente que foi no seio da Revista Bracara Augusta que nasceu o Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro. “Nesta primeira edição foram submetidos 14 trabalhos científicos, um número que nos deixa muito satisfeitos e que demonstra o interesse dos investigadores que se debruçam sobre a história de Braga nas suas mais diversas vertentes”, sublinhou a vereadora.

Já o director da Revista Bracara Augusta, Luís da Silva Pereira, destacou a “colaboração generosa e competente dos investigadores” que permitiu “voltar a publicar, uma revista que, pelos seus conteúdos, contribui para o enriquecimento cultural dos leitores e para o conhecimento da História da Cidade e da Região”.

Este responsável destacou o facto de este volume incluir quatro artigos sobre a celebração de efemérides relevantes para a Cidade e anunciou que o próximo número da revista, a lançar entre Março e Abril de 2017, será inteiramente dedicado ao Mosteiro de S. Martinho de Tibães.

Segundo Luís da Silva Pereira, o próximo volume resultará da “colaboração com o Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães que, ao longo do ano de 2015, organizou um curso de seis lições que procuraram dar a conhecer a casa-mãe dos beneditinos portugueses, os monges, a sua vida e obra e, deste modo, incutir nas pessoas o gosto pela salvaguarda do património”. “Entendemos conveniente e até mesmo exemplar esta colaboração entre instituições que se dedicam à vida cultural”, frisou aquele responsável.

O volume hoje apresentado contém um conjunto de artigos da autoria dos investigadores Amadeu José Campos de Sousa (‘Cinquenta anos a alargar horizontes’, sobre a Escola D. Maria II), Manuel Braga da Cruz (‘No centenário do nascimento de Guilherme Braga da Cruz’), Rui Ferreira (‘A Capela de S. João da Ponte’), Paulo Oliveira (‘Frei Cipriano da Cruz: oração e arte’) e José Marques (análise das actas dos capítulos provinciais dos Eremitas portugueses de Santo Agostinho, de 1538 a 1592; e enquadramento sobre o regulamento do Colégio da Graça de Coimbra).

Escrevem ainda Franquelim Neiva Soares (D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a Cidade de Braga perante a crise dinástica de 1580’), Eduardo Pires de Oliveira (estudo sobre a obra de João Antunes no Porto, Braga e Barcelos), Nuno Cruz Grancho (‘O melhor amigo’, de D. João de Sousa), José Vieira Gomes (‘A arte dos entalhadores de Braga. A concepção e a execução da obra no século XVIII’), João Paulo Braga (‘Braga na vida e obra de Camilo Castelo Branco’) e José Ferrão Afonso (‘Manuel Luís e a Nova Braga de Frei Agostinho de Jesus’).

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