O poder e a ilusão nos Encontros da Imagem 2015

A luta pelo poder é tão antiga como o próprio homem. Na ânsia cega e desenfreada para o obter, todo o sacrifício parece válido. Vivemos entrincheirados entre ilusões e mentiras, imersos num cada vez mais denso nevoeiro de medos e incertezas onde os poderosos esgrimem argumentos e revelam apenas o que querem. Qual o papel da fotografia neste campo de batalha? pode uma imagem funcionar como contra-poder? ou será ela apenas mais um reflexo da ilusão instalada?

“O poder e a ilusão” é o tema dos Encontros da Imagem 2015, que, mais do que um festival internacional de fotografia, é um prova viva da força da imagem como ferramenta poderosa capaz de refrescar consciências, cativar e iludir num mundo cada vez mais instável e complexo.

 

Com arranque programado para 23 de Setembro, a 25ª edição  dos Encontros da Imagem anunciou já os vencedores cujos trabalhos estarão em exposição até 31 de Outubro.

Os artistas seleccionados são:

ALICE SMEETS

BÉNÉDICTE VANDERREYDT

BENOÎT LUISIÈRE

CLAIRE COCANO

DAVID FATHI

DELPHINE SCHACHER

GUILHERME GERAIS

MICHEL LE BELHOMME

PUTPUT

RASTI LAURENCE

RITA PUIG SERRA

SAMSUL ALAM HELAL

SUE-ÉLIE ANDRADE DÉ

ULLA DEVENTER

YURIAN QUINTANAS

 

PROJECÇÕES:

ADRIEN TACHE

ALEJANDRO ALMARAZ

ANDI SCHMIED

ANDRÉ SOUZA

ANDREA EICHENBERGER

ANNA LOSHKIN

ARNAUD DELRUE

BIRTE KAUFMANN

CHRISTIAN RODRIGUEZ

CLÁUDIO REIS

CLIFF ANDRADE

DEBI CORNWALL

DENNIS HODGES

DIEGO SALDIVA

FÁBIO CUNHA

HANI AMRA

HIRO TANAKA

IRVING VILLEGAS

JAN MASCHINSKI

JOÃO HENRIQUES

JOSÉ DINIZ

JULIEN BENARD

KARINE VERSLUIS

KATHERINE MACDAID

KUMI OGURO

LUA RIBEIRA

LYDIA MACCARTHY

MAR MARTÍN

MARTA SOUL

MATEUSZ SARELLO

NIKITA PIROGOV

NIKOLAS VENTOURAKIS

PAULO SIMÃO

ROGÉRIO GHOMES

STEPHANIE ROLAND

TESSA BUNNEY

TIAGO FERNANDEZ

TONO ARIAS

VALERIO POLICI

VERONIKA MARQUEZ

VIOLETA MOURA

WILMA HURSKAINEN

 

angela berlindeSegundo a responsável pelo certame Ângela Berlinde “os autores aqui representados reconfiguram a sua visão de mundo através de imagens incertas, ambíguas e polissêmicas, sendo espelho da instabilidade transparente e da fragilidade do pensamento contemporâneo“.

Para esta edição a fotografia surge assim “como questionamento da utopia da felicidade oferecida por religiões e projectos políticos ao longo dos tempos. A par disso, a teatralidade da encenação visual surge para reflectir sobre a fragilidade das aparências e será dado ênfase ao exagero da imagem na sociedade contemporânea“.

Mais informação aqui.

 

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