O “Boom” Humor de Luís Franco-Bastos

Fui preso três vezes: por ser jornalista, radialista e humorista. Se soubesse, seria corrupto”-  Ediel

Uma frase já conhecida por todos, tal como do rapaz que tem como hobby conversar com o cão. Luís Franco-Bastos poderia ser neste momento preso pelas 3 profissões, que preenchem a sua vida. Além da panóplia de vozes que é capaz de imitar, o rapaz que fala à Ronaldo, Marcelo, Alberto João Jardim, entre outros, nunca deixa de ser franco. Torceu o pepino desde pequeno e não quer mais nada além de fazer humor sem artifícios.

O humorista lisboeta desmultiplica-se mas continua a ir a quem o acarinha pelos palcos do nosso país. Com casa cheia no Theatro, servirá gargalhadas sem restrição. roubo de identidadeDedicado de corpo e alma à evolução do humor feito no país de Camões, este jovem não se assusta com salas cheias porque simplesmente as vê como colheita do seu trabalho. A auto-diagnosticada “esquizofrenia vocal” é apenas uma parte do seu talento. Mais do que uma jukebox de imitações, Franco-Bastos é um observador compulsivo que recolhe não só das suas vivências pessoais mas também dos temas de actualidade toda a matéria-prima do seu trabalho. Tem como maior referência o humorista Herman José e apesar de jovem acumula já um reportório de personagens que vão da política ao desporto, sendo a de Cristiano Ronaldo uma das mais populares e a de José Sócrates a que mais tempo (1 ano) demorou a aperfeiçoar. A pesar de novo afirma “que ainda está tempo de levar com um processo”, referindo que todo o feedback até à data tem sido extremamente positivo.

O roubo de identidade continua hoje, descaradamente, na sala principal do Theatro Circo.

 


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