O Festival de Outono está aí à porta

O Festival de Outono regressa a Braga e não se chateia com a chuva que teimou em aparecer. O Festival de Outono traz dentro dele o calor da música, teatro, literatura e da poesia. Uma obrigação. Uma honra para os que são ensarilhados pelas mais de vinte actividades culturais. Música que despenteia cabelos muito mais que o vento desta estação. Lágrimas que chegam com gargalhadas e ignoram as alergias outonais. O Festival de Outono é a prova que a cultura é a nossa melhor amiga.  Um festival que aparece ano após ano. Queremos-lo sempre por perto, tal qual os amigos. O Festival de Outono foi, será, de novo o que já tão bem conhecemos. O melhor Festival de sempre.

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É já de 13 a 15 de Outubro que esta iniciativa pretende mostrar a dinâmica cultural em Braga e Guimarães, em especial aos novos estudantes da academia.

O concerto de abertura é na quinta-feira, às 21h30, com a Orquestra da UMinho, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. Mais cedo, às 11h00, há o teatro de sombras “E assim nasceu Guimarães”, no Museu Alberto Sampaio, e uma conversa temática reúne às 17h00, no Instituto de Design, Ângelo Martingo, do Departamento de Música da UMinho, Rodrigo Teodoro, do Encontro Ibero-americano de Jovens Musicólogos, e Paulo Pinto, da Câmara de Guimarães.

Já em Braga, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolhe às 18h30 a palestra “A Literatura e a Leitura do Mundo”, com os escritores João Pedro Mésseder e Delmer Gonçalves, além de Carlos Pazos, da UMinho, e Renato Epifânio, da Universidade de Lisboa. Às 21h30, há um concerto de jazz do quarteto Iago Fernández no Museu Nogueira da Silva (MNS), que se repete no dia seguinte, à mesma hora, na Casa Museu de Monção.

Na sexta-feira, a Orquestra da UMinho apresenta-se à cidade e ao seu público com música latino-americana. Esta atuação, integrada na Capital Ibero-Americana da Juventude 2016, decorre às 21h30 no Braga Parque. A Reitoria da academia minhota acolhe, em simultâneo, os concertos de Aziza Brahim – ativista que viveu num campo de refugiados e é uma das compositoras mais influentes do Sahara Ocidental –, além doguitarrista sul-africano Derek Gripper e do luso-angolano Batida, que mistura kuduro e semba. Os interessados poderão ouvir de tarde Aziza Brahim e Batida falar do poder da música na sociedade contemporânea. Ou participar no Colóquio Internacional Maria Ondina Braga, no MNS.
No sábado há oficinas de música afroperuana, poesia e leitura encenada sobre multiculturalidade, um espetáculo de percussão inédito, uma atuação da Orquestra da Câmara Arte Sinfónica e uma palestra sobre as raízes e o futuro da música portuguesa. O sírio Omar Souleyman sobe também ao palco do salão medieval da Reitoria, às 21h30. Seguem-se os espetáculos do projeto afro-peruano Crocodilo Criollo e do grupo Fandango.

O programa inclui ainda visitas guiadas a espaços culturais de Braga e Guimarães, incluindo o MNS, a Biblioteca Pública e o Arquivo Distrital de Braga, as Termas do Alto da Cividade, o Museu dos Biscainhos, o Museu D. Diogo de Sousa, a Escola Velha da Sé, a Fonte do Ídolo, a Torre de Santiago, o Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, o Paço dos Duques e o Museu Alberto Sampaio. As inscrições podem ser feitas em ccultural@reitoria.uminho.pt.

 

 


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