Festival de Órgão de Braga único no país

A música sempre esteve presente na cultura da humanidade. As poesias , acompanhadas por sons, e os poemas simbolistas, que visam à musicalidade nas suas criações, são exemplos do uso artístico da música, no qual o objetivo é proporcionar prazer aos ouvidos e evocar sentimentos.A música promove o equilíbrio,  alimenta a alma e com este 3º Festival de Órgão irá colocar Braga mais uma vez no topo das cidades em que a cultura, o património e a sua preservação são de extrema importância para quem diariamente trabalha por uma cidade mais culta e feliz.

Uma iniciativa que está já vincada no panorama cultural português e que não conseguia chegar a este patamar sem o apoio das entidades envolvidas. O Município de Braga, Arquidiocese de Braga, Santa Casa da Misericórdia de Braga e Irmandade de Santa Cruz estão confiantes que este ano a edição irá crescer ainda mais que os anos anteriores apostando  num programa de iniciativas paralelas, com a realização de cinco concertos que prometem surpreender o público.

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Com um agradecimento sentido, foi assim que Lídia Dias,vereadora da cultura do Município de Braga começou o seu discurso, nesta que foi a conferência de imprensa de apresentação do evento que decorrerá de 6 a 14 de Maio.” Agradeço a todos os envolvidos, aos que , tal como o Município tudo têm  feito para valorizar este património e para dar a conhecer este “rei” dos instrumentos .” Este ano o festival conta, para além dos já envolvidos com o apoio das Juntas de Freguesia de  S. Victor, Adaúfe, União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade e de S. Lázaro e S. João do Souto.

Também presente esteve o deão da Sé Catedral, cónego José Paulo Abreu, que salientou: “Braga pode orgulhar-se de ter a maior colecção de órgãos de tubos ibéricos do mundo, um património inestimável que importa valorizar”. O património organístico de Braga é constituído por cerca de meia centena de instrumentos históricos, todos eles diferentes e raros exemplares que causam admiração a quem visita a Cidade.

Para José Rodrigues, o director artístico do festival, os presentes irão ser brindados com “novas formas de ouvir o órgão, com um ciclo de concertos e actividades que têm aproximado o público de um elemento cultural que se encontrava algo esquecido”.

Para abrir o apetite podemos dizer-lhe que no arranque deste grande festival, 6 de Maio haverá um concerto a dois órgãos na Sé de Braga. Este é o único momento do ano em que os dois instrumentos, considerados dos mais importantes da Península Ibérica, são tocados em simultâneo.

No encerramento, o órgão da Igreja de S. Vítor será apresentado ao público depois do seu restauro e comemorará com todos os presentes o ano em que festejou os seus 200 anos.

 


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