“Diálogos Oceânicos” em debate no 3º Festival de História

O escritor de best-sellers Dan Brown afirmou um dia que “pela sua própria natureza, a História é sempre uma visão parcial“. Para contrariar esta teoria, nada melhor do que juntar e colocar em confronto os especialistas nesta matéria. Mas o 3º Festival de História que chega em Maio a Braga não se esgota em conferências e debates:

Para além de 12 Mesas de Debates com 45 conferencistas haverá também três oficinas de História, uma mostra de cinema, lançamento de cinco livros de História e espectáculos de música e poesia. Com curadoria compartilhada entre Portugal e Brasil, tudo isto acontece de 20 a 23 de Maio em Braga, cidade que recebe a primeira etapa do 3º Festival de História (fHist).

bethaniaO palco do Theatro Circo receberá a actuação de Maria Bethânia, que irá fazer “leituras poéticas” declamando alguns dos seus poemas favoritos, musicados por interlúdios musicais  e algumas das canções mais conhecidas do seu vasto reportório. A artista brasileira subirá ao palco principal do Theatro na 5ª feira, dia 21 de Maio e constituirá um dos grandes atractivos do festival. No GNRation será a vez de Ivan Vilela, um conceituado violeiro do Brasil encerrar o festival com a sua actuação no dia 23 de Maio às 21.00.

Com o tema: “Diálogos Oceânicos” – raízes, identidades, diversidades e diásporas dos povos de língua portuguesa, o 3º fHist volta em Outubro a Diamantina (MG), no Brasil, onde nasceu.

fHist BragaEm Braga, destacam-se nas mesas de debate um dos mais importantes nomes da historiografia brasileira, Boris Fausto, os jornalistas Franklin Martins e Fernando Morais, o historiador britânico Kenneth Maxwell, a antropóloga e historiadora Lília Schwartz, a estilista Glória Kalil, o arquitecto e professor Andrey Rosenthal Schlee, director do Iphan, a educadora Macaé Evaristo, os historiadores portugueses Nuno Gonçalo Monteiro e Diogo Curto, entre muitos outros.

A Conferência Magna, sobre “Veias de Integração dos Povos de Língua Portuguesa”, contará com a participação do ex-presidente de Portugal, Mário Soares.

Escravidão e racismo, ditaduras e rupturas, a moda, a arqueologia, o património cultural, a música, entre outras manifestações históricas e culturais, serão temas de debate. As Mesas terão lugar no edifício GNRation, onde também decorrerão as Oficinas e a Mostra de Cinema, com filmes de Angola, Portugal e Brasil. Os lançamentos de livros, com prosa com os autores, acontecem no Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho. Já o Theatro Circo vai receber, na sala principal, a Conferência Magna e os espectáculos de música e poesia.

As inscrições para o fHist em Braga estão abertas e poderão ser feitas através do seguinte website: www.festivaldehistoria.com.br . Mais informação está disponível também na sua página do facebook.

O 3º fHist conta com as parcerias da Câmara Municipal de Braga, da Prefeitura de Diamantina, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Universidade do Minho, do Projeto República da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Ministério da Educação. O projecto conta ainda com os apoios da Fundação SM, Hplus Hotelaria, da Cemig, do Governo de Minas e da Editora Ática e patrocínio do BNDES.

 

Aqui fica a lista das mesas:

Mesa 1 | 21 de maio | 9h
DA ESCRAVIDÃO AO RACISMOLilia Schwartz, historiadora e antropóloga, professora da Universidade de São Paulo.
Diogo Ramada Curto, historiador e escritor português. É professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Maria Augusta Lima Cruz, investigadora do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM) e Professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Macaé Evaristo, professora, mestre em Educação e secretária de Estado de Educação de Minas Gerais.Mesa 2 | 21 de maio | 11h
PARALELOS BIOGRÁFICOS: O MARQUÊS DE POMBAL E CHICA DA SILVA

Kenneth Maxwell, historiador britânico.
Júnia Furtado, historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais.
Nuno Gonçalo Monteiro, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Roberta Stumpf, Investigadora integrada da Universidade Nova de Lisboa.

Mesa 3 | 21 de maio | 15h
AS CANÇÕES QUE VOCÊ FEZ PRA MIM

Franklin Martins, jornalista e escritor brasileiro.
Ricardo Vilas Boas de Sa Rego, jornalista e músico brasileiro.
Pedro Portela, investigador e professor do Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Bruno Viveiros, coordenador do Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória/UFMG.

Mesa 4 | 21 de maio | 15h
OS ARQUIVOS DA TERRA E A ESCRITA DA HISTÓRIA

Ana Maria dos Santos Betthencourt, investigadora do Laboratório de Paisagens, Patrimônio e Território (Lab2PT) e Professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Luis Fontes, investigador do Lab2PT e Técnico superior doutorado da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.
José Meireles, investigador do Lab2PT e Professor do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Andrey Rosenthal Schlee, arquiteto e professor da Universidade de Brasília, é diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Manuela Martins, presidente da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, investigadora do Lab2PT e Professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Mesa 5 | 22 de maio | 9h
UNIVERSOS LITERÁRIOS: A HISTÓRIA PELAS LENTES DOS HISTORIADORES E DOS JORNALISTAS

Fernando Morais, jornalista e escritor brasileiro.
Lucas Figueiredo, Jornalista e escritor brasileiro.
Roberto Said, Professor de Teoria da Literatura da UFMG.
Guiomar de Grammont, historiadora e professora da Universidade Federal de Ouro Preto.

Mesa 6 | 22 de maio | 11h
A REGENERAÇÃO EM PORTUGAL E OS PANFLETOS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Lúcia Maria Bastos Pereira das Neves, professora titular de História Moderna na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Miriam Halpern Pereira, professora catedrática do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).

Mesa 7 | 22 de maio | 15h
SONS E IMAGENS: NARRATIVAS HISTÓRICAS EM TEMPO DE MÍDIAS MÓVEIS

Gringo Cardia, Arquiteto, designer, artista gráfico e cenógrafo.
Heloisa Starling, Professora titular de História do Brasil na Universidade Federal de Minas Gerais.
Nelson Troca Zagalo, investigador do CECS e Professor do Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Alberto Manoel Teixeira de Sá, investigador do CECS e Professor do Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Mesa 8 | 22 de maio | 15h
O LONGO CAMINHO DA CIDADANIA

André Pereira Botelho, Cientista social e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Albertino José Ribeiro Gonçalves, investigador do CECS e Professor do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Fátima Ferreira, investigadora do Lab2PT e Professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.
Heloísa Buarque de Holanda, professora de Teoria Crítica da Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mesa 9 | 23 de maio | 9h
TEMPOS DE DITADURAS E DE RUPTURAS

Heloisa Starling, Professora titular de História do Brasil na Universidade Federal de Minas Gerais.
Antônio Costa Pinto, Doutorado pelo Instituto Universitário Europeu, é investigador coordenador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
Boris Fausto, historiador e escritor brasileiro.
Otto Sarkis, jornalista brasileiro e da coordenação do fHist.

Mesa 10 | 23 de maio | 11h
BARROCAS MATRIZES: IDENTIDADES URBANAS, ARQUITETURA, ARTE E LEGADOS

Miguel Sopas de Melo Bandeira, investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), professor do Departamento de Geografia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e vereador da Câmara Municipal de Braga.
Andrey Rosenthal Schlee, arquiteto e professor da Universidade de Brasília, é diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Américo Antunes, jornalista, coordenador do fHist.

Mesa 11 | 23 de maio | 15h
BRASILEIROS E ABRASILEIRADOS

Jorge Alves, investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória e professor do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
José Abílio, historiador e escritor português.
João José Reis, professor da Universidade Federal da Bahia.
Marta Lobo, investigadora do Lab2PT e Professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

Mesa 12 | 23 de maio | 17h
QUANTAS HISTÓRIAS CABEM NA MINHA ROUPA

Glória Kalil, empresária e jornalista , dedica-se a projetos de estilo e negócios ligados às áreas de moda e comportamento.
Anabela Becho, licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Arte e Design de Caldas da Rainha, é mestre em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Silvana Mota-Ribeiro, investigadora do CECS e Professora do Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho.

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