Desfolhar 100 anos da “casa de encanto e encontro”

Livro é a palavra certa. Aquece o nosso imaginário só de dizer. É daquelas palavras maravilhosas. As letras que se juntam sem esforço, as frases que fazem sentido e que nos levam para lugares únicos. O que um livro e 100 anos conseguem fazer por uma cidade e por quem nela habita é grandioso. O efeito da obra “O Theatro e a Memória”tem um peso incalculável em cada página deste livro hoje apresentado no Theatro Circo. Uma edição da Caleidoscópio com cerca de 300 páginas ao longo das quais o leitor é convidado para uma viagem pelos 100 anos de história do Theatro Circo com especial destaque para as temáticas lançadas pelo Projeto Memória: a cidade, a arquitectura e a programação. Um trabalho especial. Um rasto de saudade. Do que foi, do que será. Uma vontade de estar sempre perto do sítio mais amado pelos artistas. Dos que chegam, dos que partem e dos que esperam sempre voltar…

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A coordenadora editorial de “O Theatro e a Memória”  Andreia Garcia explicou aos presentes a importância da obra referindo que “o projecto memória foi uma luz sobre o irreversível curso do tempo. O Theatro é um fazedor de sonhos, um criador de instantes, uns instigador de momentos que também são nossos. Este livro é caos e harmonia, impacto e reflexão, cor e objecto, conformismo e sedução”, referiu.

No rescaldo do ano do centenário também a vereadora da cultura Lídia Dias enalteceu este período marcante para a história do Theatro Circo: “o que vivemos neste último ano nesta grande casa da cultura bracarense foi uma evocação da memória acumulada ao longo de um século. Recordar é tão relevante como qualquer uma das nossas funções vitais. Falar de memória colectiva bracarense é, desde há um século e um ano, falar do teatro circo. E a memória é o maior factor que nos torna conscientes da importância do presente e do futuro”, explicou.


“Este é um livro-mapa: único, original, desconcertante, temerário, ousado, irónico, pioneiro, observador.”


A adminstradora do Theatro Claúdia Leite mostrou-se igualmente orgulhosa do trabalho desenvolvido, explicando que foi um ano árduo mas compensador: “este projecto é-me particularmente querido porque quando cheguei a esta casa percebi que o espólio do Theatro Circo não se encontrava neste espaço e a informação era escassa. O ano do centenário foi a oportunidade certa para reunir e colectar as diversas peças da sua história. Foi um período recheado de descoberta e decisões difíceis porque havia muito para se mostrar, mas tinha que se ajustar ao espaço e tempo disponíveis”, referiu.

 


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