Dança no Theatro não é só para inglês ver

Há fenómenos intrigantes. Um deles é que obras como a que hoje sobe a palco do Theatro Circo (Your Majesties, Welcome to the Anthropocene) tenha encantado o público e a crítica em salas no estrangeiro, mas não tenha lugar no Porto ou Lisboa.  A solução para inverter este status-quo de “santos da casa não fazem milagres” pode passar pela intervenção de mecenas.

Nesse contexto, é oportuna a intervenção da dst que, com um investimento de 70 mil euros no Theatro Circo, dá um importante contributo para trazer a este espaço um ciclo de 10 espectáculos de dança reconhecidos internacionalmente.

Com uma dinamização cultural sobejamente reconhecida na cidade de Braga, a empresa dirigida por José Teixeira passa a ser o mecenas exclusivo deste ciclo dedicado à dança.

Theatro 1-0 AXA

José-Teixeira-DST-1024x681Dos 70 mil euros investidos, 58 mil são para apoiar a dança e 12 mil para o camarote da dst no Theatro Circo. O CEO da dst explica a aposta na cultura afirmando que “Braga tem um plano estratégico definido, em que a a cultura é um pilar fundamental duma cidade que se quer diversa, cosmopolita e competitiva. Isto não é caridade, é investimento”. No caso do camarote que a empresa detém, José Teixeira explicou que este é mais rentável do que aquele que tem no Estádio AXA: “são públicos diferentes e não sei o que pensam os meus colegas, mas eu posso dizer que ganhamos mais aqui” afirmou,  num claro desafio ao investimento cultural.

 

claudia leite 01Claudia Leite, administradora do Theatro Circo enalteceu também o apoio da dst referindo que “o apoio à cultura é fundamental para o desenvolvimento da sociedade e afirmação local da cidade.

 

Relativamente a este apoio  o presidente da câmara Ricardo Rio elogiou o investimento da dst designando-o como “um casamento feliz” tendo contudo a expectativa que esta acção possa ser imitada por outras empresas para que invistam no mercado cultural.

O ciclo “A Dança dança-se com os pés” iniciou-se em Setembro passado e prolonga-se até Outubro, embora o director artístico Paulo Brandão reconheça que poderá prolonga-se em 2016.

Os espectáculos do ciclo já agendados são:

 

Fall“, de Hugo Victor Pontes – 26 e 27 Março

fall victor hugo pontes

 

 

 

 

 

Pele“, de Útero e Miguel Moreira – 29 e 30 Abril

pele

 

 

 

 

 

Trovoada“, de Luís Guerra – 15 Maio

trovoada_luis guerra

 

 

 

 

 

Robot“, de Li Dance Company – 26 Junho

robot li dance

 

 

 

 

 

 

Attends, Attends, Attends (pour mon pére)” , de Jan Fabre e Cedric Charron

theatre solo of Cédric Charron directed by Jan Fabre/ Troubleyn

 

 

 

 

 

Pântano“, de Útero e Miguel Moreira – 22 e 23 Outubro

pantano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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