“Cláudio e Constantino” de Luísa Costa Gomes vence Grande Prémio Literatura dst

Luís Costa Gomes foi a grande vencedora do XX Grande Prémio de Literatura dst. O concurso literário teve a maior adesão de sempre, com 135 candidaturas, mas o júri foi unânime perante Cláudio e Constantino, a obra da escritora lisboeta licenciada em filosofia e já com diversos livros publicados entre romances, contos, libretos e peças de teatro.

Em Cláudio e Constantino, realça o júri, a autora “evidencia de singular maturidade e inovação no domínio das soluções narrativas, congruência interna, escrita de invulgar precisão e engenho semântico-formal” sublinhando ainda ” um poder encantatório, fabular e problematizador”.

imageCláudio e Constantino é uma novela rústica em paradoxos* – tem família em Voltaire e na Condessa de Ségur, mas também em Sterne, em Proust, na tradição romântica, nas Mil e Uma Noites… É um texto que usa um dispositivo ficcional paródico e humorístico para apresentar e brincar com alguns dos paradoxos clássicos da História da Filosofia. Dito assim, parece um romance filosófico, mas não… É sobretudo uma ficção que propõe um universo utópico, afectuoso e leve onde dois irmãos se deparam a cada momento com as grandes e pequenas questões que o conhecimento do mundo permanentemente lhes coloca.

Durante a cerimónia que decorreu no Theatro Circo a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias aplaudiu a iniciativa da dst: “Obrigada à dst por insistir num projecto que outros teriam deixado pelo caminho ao cumprir-se a 20ª edição”, referiu, esperando que “este reconhecimento seja um passo maior para metas superiores”. A vereadora realçou ainda “intenso programa de acção cultural” que se vive por estes dias na cidade com a realização da feira do livro e o festival de teatro MIMARTE. Lídia Dias questionou os presentes sobre a relação paradoxal entre a economia e a cultura: “como seria a dinamização cultural de Braga com um orçamento dez vezes superior?” apelando à valorização do nosso património cultural e ao estabelecimento de sinergias entre as diversas organizações de modo a potenciar o benefício mútuo e levar mais longe a cultura da cidade.

No final do espectáculo que contou com casa cheia, Luís Represas subiu ao palco principal do Theatro Circo para cantar alguns dos temas mais conhecidos das suas quatro décadas de carreira, enaltecendo também a iniciativa da dst em prol da cultura.

 

 

 


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