“Assalto” à Unesco Media Arts arranca nas escolas

Ao longo destes últimos tempos foram tomadas decisões. Boas. Umas mais pequenas, outras gigantes. Esta, é das que levanta poeira, abana estruturas de uma maneira positiva. A candidatura de Braga a Cidade Criativa das Media Arts da UNESCO, que será formalmente apresentada durante o mês de Maio pode mudar a cidade e o seu futuro. Trabalhar em prol de projectos bem cimentados e reais fazem-nos perceber a verdade no caminho que a cidade quer seguir.

Esta tarde pudemos assistir a mais um projecto piloto que vem sendo implementado no âmbito Braga a Cidade Criativa das Media Arts e que abrangeu a Escola EB1 de S. Victor. Neste estabelecimento de ensino foi implementado, a nível experimental, uma actividade extra curricular na área das artes digitais. Durante quatro dias, os alunos tiveram contacto directo com as artes, em especial a arte digital, num projecto que se irá repetir no 3.º período do ano lectivo na EB1 das Enguardas.

Com a presença de Ricardo Rio, presidente do Município nesta visita, conseguimos perceber o quanto este tipo de iniciativas são importantes e poderão ser, a médio prazo um dos grandes projectos do actual executivo. Segundo o autarca “Esta candidatura é uma forma de mobilizarmos toda a comunidade e seus agentes para um posicionamento diferente de Braga, que quer ser vista como uma Cidade moderna, inovadora, arrojada, criativa, jovem e culturalmente activa, bem como tecnológica e potenciadora dos recursos económicos e de investigação existentes no território. É um processo de mobilização colectiva em que cada um, na sua área de intervenção, está a dar o seu valioso contributo. Queremos continuar a desenvolver iniciativas diferenciadoras e o Concelho tem os recursos e iniciativas que nos dão um importante lastro para podermos aspirar ao reconhecimento da UNESCO”.Afirmou

Luís Fernandes, director artístico do GNRation afirmou que:”Este projecto é uma forma de introduzir no curriculum escolar das crianças do 1º ciclo noções muito variadas ligadas à arte e à arte digital, sempre com um imput muito pedagógico que permite a estas crianças serem educadas para estas áreas culturais que nem sempre estão presentes no seu curriculum académico. Este projecto no âmbito da candidatura é que pode realmente ter um impacto real sobre a sociedade já que esta é uma lacuna que abrange muito o nosso país, esta falta de ensino artístico integrado nas escolas e achamos que esta seria uma grande oportunidade para marcar pontos e sermos pioneiros nesta oferta pedagógica desde tenra idade.” Salientou

Para a directora do Theatro Circo Cláudia Leite, esta candidatura é muito importante para a cidade e acredita que Braga poderá ser uma cidade vencedora ” A candidatura é sólida, tivemos uma boa discussão com os agentes locais, visitamos outras cidades criativas  nesta área, aprendemos com elas e eles vieram cá aprender connosco. Estamos muito entusiasmados, e este projecto já está a criar um conjunto de ligações entre todos os agentes da cidade, uma rede internacional que está a trazer novas oportunidades para Braga e este projecto que hoje vimos já é um exemplo. Vencer esta candidatura nesta categoria de Media Arts acaba por interligar vários sectores , artístico, cultural, economia e ciência. Neste momento o que podemos observar em outras cidades é que há um grande florescimento de actividades, nomeadamente a criação de laboratórios, partilha de conhecimentos, circulação de investigadores e de empresas, acabando por resultar numa mostra do tecido empresarial local e por consequência a sua projecção. Temos que salientar que Braga é já uma cidade muito representativa a nível nacional em empresas de tecnologia de nível média alta, que já têm uma grande projecção mas que esta candidatura vai permitir que a cidade ganhe uma outra imagem. Esta candidatura é sobretudo um reconhecimento do que já existe e uma forma de impulsionar e de fazer com que a cidade cresça com a mesma.” Realçou a directora

Recorde-se que em 2004, a UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation) nomeou as Media Arts como um dos sete campos criativos vitais para o desenvolvimento urbano sustentável. Nesse âmbito, criou a Rede de Cidades Criativas – UNESCO Creative Cities Network (UCCN), para fortalecer a cooperação entre cidades que encontram na criatividade um factor estratégico de desenvolvimento social cultural e económico, estando actualmente presente em 54 países, com 116 cidades membros, das quais 9 são Cidades Criativas Media Arts.

Actualmente existem nove Cidades Criativas Media Arts: York (Reino Unido, 2014), Linz (Áustria, 2014), Enghien-Les-Bains (França, 2013), Lyon (França, 2008), Austin (EUA – Texas, 2015), Dakar (Senegal, 2014), Tel Aviv-Yafo (Israel, 2014), Gwangju (Coreia do Sul, 2014), Sapporo (Japão, 2013).

Ao longo dos meses vamos observando que é inteligente e humilde da parte de quem conduz estes grandes projectos, que a pergunta correta que vão fazendo interiormente é para quê, e não porquê. Que o agasalho interior que os conforta é o da veracidade e a certeza que este “para quê” é uma lufada de ar fresco  repleto de arte e coisas incriveis para a cidade de Braga.

 

 

 

 

 

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