As “Marias” do Raminhos ….

As pessoas gostam do Raminhos. Muito. E sempre . É uma espécie de gostar incondicional. Em primeiro lugar porque nos rimos com ele e fartamo-nos de aprender a analisar o ser humano através desse riso que nos proporciona, desconstruindo a realidade mais dura que ele serve recheada com o chantili da alegria. O riso é açúcar para a alma e ele traz o açúcar da vida já este sábado ao PEB a convite da CERCI Braga para um espectáculo solidário, integrado no programa de festas de S. João de Braga.

Este é mais um evento que reverte para a construção de um Centro de Actividades Ocupacionais que irá apoiar 30 jovens e adultos com deficiência intelectual e multideficiência.
Sejamos bairristas, não só pelo nosso S. João mas por todos os Joões da vida da Cerci que precisam de nós…

Nesta fase é difícil fazer futurologia, mas podemos afirmar que estás no auge das tuas capacidades artísticas. Que intenções tens para este acto no palco futuro da tua vida?
Eu estou no auge de TODAS as minhas capacidades, não são é grande coisa! Mas o meu objectivo é continuar a melhorar e não ficar deslumbrado com nada. O melhor ainda está para vir!
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Fazer humor não é fácil, brincar com o humor pode ser perigoso. Como consegues andar nesta corda bamba, num país que cada vez tem menos vontade de sorrir ?
Eu continuo a rir e com vontade de fazer rir, mas preocupo-me com o que as pessoas dizem e pensam. Afinal é graças a elas que sou o que sou. Todos nós temos problemas mas fica muito mais fácil quando nos rimos dela. Se eu bato com o pé e parto o dedo mais vale gozar com a situação do que ficar a queixar-me. A dor não vai mesmo passar!

Dizes que fazer humor é uma espécie de terapia. Podemos dizer que tens mau feitio e usas isso como auto ajuda?
Em casa de ferreiro espeto de pau. Mas estou sempre a dizer parvoíces. A maior parte das pessoas tem dificuldade em perceber quando estou a falar a sério. Até a minha mulher. O que traz algumas vantagens posso estar a falar mal dela e no fim digo “estou a brincar” e fica tudo bem.

O país está com uma nuvem negra em cima. Todos os dias apetece chorar como as rasteira que nos vão fazendo. Fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar?
Então não é? O pior é quando queremos fazer rir e começam a chorar.

O que pensas de uma plateia que não se ri com o que preparaste para lhes dar?
Não tem acontecido. Pode acontecer com um ou outro pormenor. Mas se fosse de tudo, a culpa provavelmente era minha ou então estavam todos mortos.

Braga é uma cidade que gosta de incluir, gosta do que é nosso. A Cerci inclui, a Cerci renova diariamente sorrisos.  Como te sentes a ser escolhido por esta instituição tão especial?
Eu gosto de ajudar e gosto se participar neste tipo de acções. Até porque não quero ir para o Inferno e tenho de equilibrar as contas divinas.

Quem são as Marias da tua vida?
Só mesmo aquelas três que tenho lá em casa e a minha rica mãezinha!

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