As máquinas e o “O meu tio” Hulot não combinam

Parece ser impossível resistir à passagem das horas sem usar o telemóvel ou o computador. Parece não haver vida em sociedade se não for dita ao mundo por meio de posts nas redes sociais. Mas parece também que a aptidão e o vício das novas tecnologias é “desta gente nova”. Esqueçam. Já na década de 50, quando Jacques Tati decidiu criar mais uma longa metragem, as novas tecnologias eram o assunto principal.

“O meu tio” é uma sátira francesa à mecanização e aos avanços tecnológicas das gentes modernas. O Sr. Hulot, personagem conhecida de outros filmes de Tati, entra mais vez para ser o espírito livre, sonhador e nada preocupado que tanto o caracteriza. Desta vez é admirado pelo seu sobrinho que gosta dele por não achar piada às novas tecnologias, ao contrário do pai que rege a sua vida consoante os apetites das máquinas que o rodeiam. Cansado e cheio de ciúmes da relação do filho com o tio Hulot, Charles Arpel, arranja um lugar ao cunhado na sua fábrica de plástico antes de o afastar de vez do filho.

Neste filme a comparação entre o rico e o pobre, o tradicional e o moderno são constantemente motivo de discussão e discórdia. Se não teve oportunidade de assistir na semana passada às peripécias do filme “As férias do Sr. Hulot” ou ficou a gostar desta personagem, o Theatro Circo traz-lhe mais uma vez uma comédia para ver esta segunda-feira (31 Agosto) a partir das 21h30.

 

Preço: 3.50€/1.75€(Quadrilátero).

 

 

 


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