António Zambujo: a arte de encurtar o Atlântico no Theatro Circo

A noite começa de forma doce, é levada e embalada pelo oxigénio que dá voz a António Zambujo. Transpira serenidade. O Theatro Circo é dos poucos lugares onde o silêncio tem este carácter celeste. É natural e livre. Já sobreviveu a invasões e a privações. A abandonos. A sala mais bonita do país  tem essas marcas inscritas e é impossível não sentirmos que o lugar fala connosco através das vozes de quem por cá passa.

O som ecoa na sala do Theatro Circo carregado de uma subtileza nunca antes escutada. António Zambujo carrega consigo a tranquilidade que todos precisamos. Traz na sua voz  a verdade de uma paixão que sente por Chico Buarque. As músicas vindas do outro lado do atlântico não atravessam só um oceano mas a alma de quem as ouve.  É a força de uma vida de trabalho e de talento que nos é oferecido neste novo álbum de um dos maiores nomes da música portuguesa. Apetece-nos ficar para sempre concentrados naquele cenário. Lugar mágico aquele. Cheio de histórias bonitas contadas através de uma voz que nos é tanto. Que nos dá tanto. A sua identidade. E a ti, António Zambujo. Obrigado, porque tu nunca nos falhas…

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