Abel Neves: “ Uma peça que emerge da história. A que passou e a que está a passar”

Judeus. Representam uma história, um passado, uma verdade.  Muito mais que uma religião, geralmente descritos como sendo o centro de um triângulo constituído por Deus. Judeus, marcados, vitimizados, conhecidos por terem vivenciado um dos períodos mais negros e marcantes da história da humanidade. Uma fonte inesgotável para a criação artística e Literária, uma fonte de inspiração para aqueles que não esquecem, nem deixa esquecer.

Ultra-Orthodox Jewish men rally following the arrest of a young man who refused to serve in the Israeli the army, as they protest outside the Atlit military prison near the northenr coastal city of Haifa, on December 9, 2013. The Ultra-Orthodox community places great value on religious scholarship and believe that Torah study plays a role in protecting the Jewish people. Following Israel's establishment in 1948, they were allowed to forego military service in favor of religious studies. Today their are some 3000 Ultra-Orthodox men serving in the Netzach Yehuda, an all-Haredi (Ultra-Orthodox community known as Haredim) battalion, some of whom are going against the wishes of many in their community. AFP PHOTO / JACK GUEZ

Ultra-Orthodox Jewish men rally following the arrest of a young man who refused to serve in the Israeli the army, as they protest outside the Atlit military prison near the northenr coastal city of Haifa, on December 9, 2013. The Ultra-Orthodox community places great value on religious scholarship and believe that Torah study plays a role in protecting the Jewish people. Following Israel’s establishment in 1948, they were allowed to forego military service in favor of religious studies. Today their are some 3000 Ultra-Orthodox men serving in the Netzach Yehuda, an all-Haredi (Ultra-Orthodox community known as Haredim) battalion, some of whom are going against the wishes of many in their community. AFP PHOTO / JACK GUEZ

 “Ainda o Último Judeu e os Outros”. Uma obra de louvar. Uma obra que nos leva à história e honra as lições que a mesma nos deu, uma obra que nos leva a determinadas situações e comportamentos. Que confronta os tormentos mais profundos. Uma obra que surge do próprio nome “Pode imaginar-se que o assunto da peça se inscreve nesse outro assunto que está na História do mundo e que dá protagonismo ao trágico destino de milhões de pessoas exterminadas por uns tantos intolerantes e poderosos” salienta o autor Abel Neves. Uma peça que “emerge da história, a que passou e a que está a passar” relembra.

Uma história que se debruça sobre Daniel, descendente de Judeus. Desde sempre obcecado com a história trágica dos judeus. Tem como exemplo a tragédia da sua Avó, o que leva-o a insistir incessantemente com a Judite, sua mãe. Uma mulher confrontada com uma época que ela decide não lembrar, que decide não aceitar. Uma obra que se desenvolve num ambiente banal e bizarro, num espaço sujo e abandonado. Num “Bosque Motel” onde acabam por acontecer desfechos inesperados.

abel NevesObra do Dramaturgo e Romancista Português Abel Neves, oriundo de Montalegre e com um percurso artístico bastante recheado. “Este é o segundo texto que o Abel Neves escreve para a CTB. Este tem a particularidade do espetáculo ser dirigido pelo próprio. Por isso é a primeira vez que o texto é representado. O livro, editado pela Húmus, teve uma apresentação pública, no dia 4 de julho, na Feira do Livro de Braga. Contou com a presença de Rui Magalhães (Húmus) numa conversa com Abel Neves, moderada pelo Rui Madeira”, respondeu à Badio Magazine o diretor da Companhia de Teatro de Braga (CTB) Rui Madeira. Companhia produtora da peça e do seu percurso. “A Companhia de Teatro de Braga é uma companhia de reportório. Significa que a CTB procura rentabilizar o investimento feito em cada produção procurando que a vida de um espetáculo não se cinja à estreia e a mais umas quantas representações num determinado período temporal, normalmente e/ou relativamente curto. Somos a companhia residente do Theatro Circo, mas procuramos que os nossos espetáculos sejam vistos por públicos diversificados, em Portugal e no estrangeiro, “ainda o Último Judeu e os Outros” não será exceção”. Reforçou Rui Madeira.

A obra será apresentada pela primeira vez no Theatro Circo e estará em cena de 21 a 28 de julho. Uma peça com um objetivo, “fazer com que o teatro continue”, expetativas de Abel Neves

 


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