Aplausos são o antídoto contra o preconceito

Quando uma cidade dá as mãos para quebrar barreiras é porque realmente algo está a mudar. Os tabus começam a quebrar. Sentir que as reservas interiores começam a desaparecer e que é possível fazer algo diferente e marcante na vida de alguém dá um sabor único a cada passo dado nessa direção, que outrora parecia perdida e carregada de nuvens escuras que tapavam o caminho certo a seguir.

Mudar. Apoiar. Segurar. Reeducar. Reconstruir. Dar brilho a vidas que pareciam esquecidas. Até que nos deparamos com vozes cheias de garra. Alegres. Numa alegria contagiante de um alguém que se sente amparado. Até que nos detemos. Dá prazer e orgulho ver aquelas pessoas vestidas de festa. Cristalizadas num momento que nunca irá evaporar-se por completo. Pelo menos da sua memória. Dá prazer imaginar todas as gigantes alegrias interiores. Todos os projetos e sonhos de gente a quem o mundo dava como esquecidos estarem finalmente a ser aplaudidos. Gente como todos nós. Com todas as diferenças óbvias e menos óbvias. Visíveis e invisíveis. Ficarão muitas coisas invisíveis, acreditamos. Coisas que só eles guardaram de uma noite mágica. O importante é fazer esta viagem. Juntos. Dentro de uma cidade que é de todos nós. Fazê-la o melhor que soubermos. Com vontade. Com força. Com uma união que cada vez mais faz sentido, fechando capítulos que há muito deveriam ter sido fechados.

É isto. Tão isto. E, tanta página depois, novos capítulos serão escritos. Tão generoso que assim seja…

 

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